Facebook

CONTRATE A LIMPEZA

Escrito por Everton. Publicado em Construção e Reforma

O diferencial em contratar é que os profissionais são treinados para realizar cada serviçoNão é só no pós-obra que você colhe benefícios; limpezas grossa e fina, ao longo da execução, evitam surpresas desagradáveis

Contratar somente a limpeza pós-obra pode se tornar um problema quando, depois de terminado os serviços de execução, a equipe descobrir riscos, defeitos ou acabamentos danificados.

É claro que o time de limpeza não está sempre isento de erros, mas até aí, como provar que o defeito não foi provocado pela execução da obra, antes da limpeza?

09/07/15 - Fonte: Mapa da Obra

O diferencial em contratar é que os profissionais são treinados para realizar cada serviço

Esse é o início de um jogo de empurra-empurra que muitos gerentes e construtoras conhecem bem. E quando o defeito aparece, ninguém quer ser responsabilizado.

“Um jeito de evitar isso é inserir no planejamento não só a limpeza pós-obra, mas também ao longo de suas etapas intermediárias”, sugere Marco Antonio Pereira Porto, sócio e diretor operacional da H2Office.

Ele explica que há três tipos diferentes de procedimento: uma limpeza grossa, que acontece antes da entrada dos pintores, ou dos assentadores, e que tem o condão de afastar restos de argamassa, concreto, entre outros.


Veja também: Construção e Reforma


A limpeza fina ocorre após a primeira demão de pintura – já houve um lixamento de paredes, o que levanta muito pó e esconde imperfeições que precisam ser vistas antes da finalização do acabamento.

“Por fim, faz-se a limpeza pós-obra ou final, depois de pronta a pintura, ou na execução de um piso, depois da aplicação dos rejuntes.”

Cada etapa pede técnicas, equipamentos e produtos especiais que só quem entende do assunto vai poder usar da melhor forma, acelerando os procedimentos de limpeza sem agredir materiais novos e peças recém-instaladas, como cerâmicas, porcelanatos, louças, metais e esquadrias. 

O primeiro diferencial em contratar equipe especializada é que os profissionais são treinados para realizar cada serviço. “Já na minha visita técnica à obra, faço um levantamento dos equipamentos, produtos e profissionais que serão necessários – eles aprenderam a forma de manuseio dos equipamentos”, diz Porto. 

Empresas de limpeza saberão usar enceradeiras para pisos frios, com tipos específicos de disco para cada etapa de limpeza, lavadoras industriais a jato, aspiradores de pó e de água e aplicadores de cera de base seladora.

Os produtos utilizados são desencrustrantes e limpadores gerais que variam no seu pH, do alcalino baixo ao mais alto – e que serão aplicados de acordo com a sensibilidade do material de construção empregado, e o tipo de sujeira que precisa ser afastada. Também há detergentes neutros e desinfetantes, odorizadores ou bactericidas.

“Deixar a limpeza na mão do pedreiro pode ser um grande risco. Há crenças populares de que a mistura de produtos comuns – sabão em pó com água sanitária, por exemplo - seja uma solução.”

Marcos Porto não indica - e a H2Office não usa - água sanitária na limpeza pós-obra, mas essa é uma prática comum nos canteiros. Por outro lado, também não adianta nada comprar o produto ideal, e não saber aplicá-lo da forma correta.

Mercado limpo

Quem mais contrata os serviços de limpezas grossa, fina ou pós-obra ainda são espaços comerciais, como concessionárias de automóveis e grandes lojas e supermercados. “Vale muito a pena no corporativo, em edifícios de escritórios”, indica o sócio da H2Office.

A vantagem é que não só a mão de obra de limpeza fica terceirizada – com todos os seus custos e administração trabalhistas -, como também se terceiriza a responsabilidade pela danificação dos acabamentos, com previsão em contrato. “Nós nos comprometemos tecnicamente a só usar produtos e equipamentos próprios para não agredir os materiais recém-instalados.”

O pós-obra residencial, em apartamentos, também é um mercado que tem crescido. Apesar de aumentar um pouco os custos finais da obra, evita a dor de cabeça com pedreiros descuidados.

“Os custos totais pelo serviço são variáveis e analisados caso a caso. Em espaços de até 200 m2 cobramos um valor pela obra, com previsão de data para início e término da limpeza. Como o prazo do contrato é determinado, o risco por atrasos no cronograma é assumido pelo cliente”, informa Marco Porto.  

A transferência dos riscos para o cliente pela falta de planejamento e coordenação da obra se justifica no fato de que é a H2Office quem paga a diária dos funcionários que fazem a limpeza. “É possível fazer um contrato com prazo de 60 dias. Se o atraso for além desses dois meses, o cliente renegocia os serviços que ficarem pendentes, com um novo prazo, em um segundo contrato.”

Em áreas a partir de 200 m2, o preço é negociado após uma visita técnica, onde é levantado o grau de dificuldade da limpeza, tempo e quantidade de funcionários que vai demandar, a distância a percorrer, produtos e todos os equipamentos que serão necessários.


Siga a Revista Mais Construção no Facebook e no Google+

Login

iCagenda - Calendar

Nenhum evento no calendário
Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Visitantes

129464
Hoje
Ontem
Esta Semana
Última Semana
Este Mês
Último Mês
Geral
194
675
4398
120384
20273
21342
129464

Seu IP: 54.234.45.10
19-01-2018