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COMPRO OU NÃO COMPRO?

Escrito por Everton. Publicado em Mercado Imobiliário

Compra de imóvel se tornou uma decisão difícilCom alta das taxas de juros para financiar, num cenário econômico ainda incerto, fica difícil decidir comprar o imóvel; avalie todas as condições.

Desde 1º de outubro ficou mais caro realizar o sonho da casa própria. A Caixa Econômica Federal (CEF), banco que trabalha com as menores taxas de juros do mercado de financiamento imobiliário, acaba de elevar, pela terceira vez este ano, suas tarifas.

26/10/15 - Fonte: Mapa da Obra

Compra de imóvel se tornou uma decisão difícil

Agora, quem não é correntista do banco passa a pagar 9,90% de juros ao ano, na compra do imóvel pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) – antes, as tarifas já estavam em 9,45%.

Correntistas e servidores públicos interessados em imóveis avaliados entre R$ 650 mil e R$ 750 mil pagarão taxas de 9,30% a 9,80%, ao contrário do que vinham pagando em contratos fechados até o final de setembro: de 8,80% a 9,30%.

Os aumentos, reflexo direto da crise econômica, afeta vários setores, inclusive o da construção civil.  E não param por aí.

O Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que regula a compra de casas e apartamentos residenciais acima de R$ 750 mil, também teve suas taxas elevadas para não clientes da CEF, de 11% para 11,50% ao ano. Já correntistas e servidores que se enquadrarem nesta categoria assumirão taxas que passam de uma faixa de variação de 10,20% a 10,70%, para 10,50% a 11,20% anuais.

"As pessoas estão aguardando que a economia entre em equilíbrio novamente, para voltar a investir. O momento é delicado, mas ainda melhor que em outros anos de crise. Por isso, a dica é que as famílias aproveitem esse tempo para poupar mais, e dar entrada em um imóvel de menor valor, um pouco mais adiante", aconselha José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP).

Hoje, quem financia pelo SFH tem de dar, pelo menos, 50% do valor do imóvel na entrada.


Veja também: Mercado Imobiliário


Outras alternativas

Interessados que tenham, de imediato, mais dinheiro no bolso, e não se importam de pagar um pouco mais pelo financiamento, poderão fechar bons negócios.

Isso ocorre porque, com a atual recessão econômica e a redução da procura por produtos imobiliários, os preços de oferta têm variado para baixo – um jeito que muitos donos de imóveis usados encontraram para liquidar seu patrimônio imóvel.

Segundo o Índice FipeZap, que acompanha a variação de preços dos imóveis em 20 cidades brasileiras, o valor  médio do metro quadrado caiu 0,01% entre julho e agosto deste ano, ficando em R$ 7.613 (média do país) - a primeira queda nominal desde 2008.

São Paulo, entretanto, ainda tem o segundo metro quadrado mais caro do país - R$ 8.607, perdendo apenas para o Rio de Janeiro -, muito embora a tendência também seja de queda.

"Para quem pensa em investir, a boa notícia é que alguns bancos, como o Banco do Brasil, ainda oferecem tarifas bastante atrativas, tanto para imóveis novos, como usados. Além disso, construtoras também passam a dar bons descontos, na tentativa de reduzir estoques", avalia Viana Neto. "Quem pesquisa, consegue uma oferta ideal para o tamanho do bolso.”

Reforma é opção

S
e o sonho de mudar para uma casa maior, melhor e bem situada ainda estiver distante, o jeito vai ser reformar a atual. A CEF tem linha de crédito específica para essa finalidade - o Construcard, que serve ao financiamento do material de construção, como se fosse um cartão de crédito, onde o cliente parcela a compra, a taxas vantajosas.



Segundo informou a assessoria do banco, em nota, no Construcard os juros variam de 1,74% a 1,89% ao mês, sendo possível financiar o valor mínimo de R$ 1 mil, sendo o máximo definido caso a caso, de acordo com o cadastro do cliente. Os juros correm apenas sobre o valor realmente utilizado para compras.

Para Viana Neto, a vantagem de linhas como o Construcard é que funcionam a partir de duas fases: a primeira, de utilização do crédito, e a segunda, de amortização da dívida. "São taxas de juros baixas para famílias que já possuem um imóvel e não podem trocá-lo por um novo, nem por outro usado."


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